segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Dente de leite pode ajudar no tratamento do Alzheimer


O estudo e a utilização de células-tronco provenientes da polpa do dente de leite

podem melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que sofrem de doenças 

degenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.



A Polpa do dente de leite possui células-tronco que, quando retiradas para pesquisa,

 podem melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que sofrem de doenças

 degenerativas como o Alzheimer e o Parkinson. O estudo e a utilização desse material

 podem, ainda, prolongar a vida de doentes terminais.

“A polpa do dente de leite possui uma grande concentração celular além de ser mais

 fácil de conseguir, uma vez que os dentes de leite caem naturalmente de todas as

 crianças”, diz Márcia Marques, responsável pelo Laboratório de Pesquisa Básica do

 Departamento de Dentística da FOUSP. Outra vantagem dessas células é que elas sã

o mais jovens e proliferativas, ou seja, crescem mais rápido e conseguem se transformar

 em vários tipos de outras células, que funcionam como reparadoras de tecidos, como

 o muscular e o nervoso.

Mas os dentes permanentes também também têm sua utilidade. “Aqui no laboratório 

usamos para pesquisas os dois tipos de dentes. O problema com os dentes permanentes 

é que, algumas vezes, no decorrer de sua vida, eles passaram por lesões ou inflamações e, 

quando isso acontece, a qualidade de suas células já não é mais tão boa”, diz a especialista.

Como fazer a coleta
Segundo Márcia, o ideal é que a extração do dente de leite seja acompanhada por um

 profissional. “Nós que já trabalhamos com isso estamos mais aptos a fazer essa coleta 

que não é tão simples, pois, depois de extraído, o dente deve ser bem limpo e armazenado

 corretamente. O cuidado deve ser tanto que às vezes até em laboratório pode não dar

 certo e aí acabarmos perdendo o material”, diz a especialista.

Márcia explica que a pressa e a urgência para armazenar o dente da forma certa 

ocorre porque os pesquisadores precisam das células vivas. “Quando o dente está

 na boca, ele possui um tecido vivo que estava sendo mantido por causa da circulação

 de sangue. Uma vez que ele cai, essa circulação cessa e ele tende a morrer. Por isso 

é tão necessário que esse armazenamento seja feito da maneira correta e rápido para

 que se mantenha vivo esse tecido até que a gente consiga congelá-lo ou utilizá-lo”, diz

 a especialista.

Se essa extração não puder ser feita no consultório, Márcia recomenda que, assim que

 o dente cair, os pais o armazene em um pote com soro fisiológico, saliva ou leite e corra

 para o consultório. “É fundamental que o dente permaneça o tempo todo umedecido”, diz Márcia.

Fonte: http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/

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